As relações pedem muito jogo de cintura

Quando alguém está muito influenciado pelo julgamento do que é certo ou errado, estabelece um caráter rígido de personalidade – rigidez consigo mesmo, com os outros. Seu corpo é rígido, sua forma de pensar também. As relações pedem muito jogo de cintura, a compreensão do ponto de vista alheio, pedem perdão; e a pessoa de personalidade rígida é o contrário disso: não abre mão do seu ponto de vista, mantém uma postura moral, não facilita o andamento das relações. Sofre e faz os outros sofrerem.
Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do Seminário sobre o Amor. Dia 24 de fevereiro: “Linguagem Corporal”. Informe-se em: 11 2368-9305 ou atendimento@sergiosavian.com.br

Cada um por si e distante de todos

Está acontecendo algo muito importante na evolução do ser humano que é a sua auto-afirmação como indivíduo. Foi muito tempo vivendo debaixo de regras muito rígidas, fazendo o que devia ser feito, cumprindo regras, andando em cima dos trilhos. Há quarenta anos atrás se poderia estar solteiro somente até os vinte e poucos anos. A partir de então a ordem era casar, caso contrário você seria discriminado de alguma forma. E até hoje, em muitos lugares, ainda se pensa desta maneira.
Mas, no geral estas regras foram sendo afrouxadas e hoje aumenta a quantidade de pessoas solteiras de ambos os sexos e as cobranças já não são tantas. Por isso, se antigamente muitos se casavam para dar satisfação à família e à sociedade, hoje este já não é motivo suficiente para o matrimônio.
As pessoas foram aprendendo a considerar a sua própria vontade, que se torna cada vez mais forte que a vontade alheia. Por um lado isto pode ser muito bom, pois assim nos aproximamos de nossa autenticidade. Por outro, neste caminho, podemos nos tornar bastante individualistas. E é isso o que está acontecendo. Cada um por si e distante de todos.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do Seminário sobre o Amor. Dia 24 de fevereiro: LINGUAGEM CORPORAL. Informações: 11 2368-9305 ou atendimento@sergiosavian.com.br

O amor na contramão

Eu não tenho nenhuma dúvida de que o amor está na contramão. Uma grande parte da humanidade está vivendo de uma maneira, num certo ritmo, que não combina com o amor. A gente não tem tempo para nada, sempre atrás do dinheiro, ocupado com o trabalho, preso no trânsito, estressado de alguma forma. E para amar você precisa de paciência, calma para sentir, tempo para se dedicar à relação, sutileza e cuidado para com o outro.
Vivemos em grandes centros urbanos, onde você nem sempre conhece o seu vizinho. As relações são cada vez mais impessoais. O sentir vai sendo “deletado” e nada é tão interessante para tocar o seu coração. Cenas e cenas de um cotidiano brutal nos faz acostumar com a ficção de um Blade Runner que virou realidade. A indiferença cresce e o compromisso é encarado como pura mão de obra.
Cada um fica na sua, tentando se tornar alguém apetitoso num grande supermercado do sexo. Os valores materiais estão em alta: academia, silicone, o ter e o não ter. Mas o amor precisa antes de mais nada que você seja. E isso é o mais difícil. Para ser, é preciso sair de toda essa roda-viva e se consultar; é preciso entender a sua natureza, que você é único e que o outro também o é.
Amor não combina com indiferença, pois deve levar a outra pessoa em consideração; ir na contramão da frieza, da intolerância, do egoísmo, do materialismo.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do Seminário sobre o Amor. Dia 24 de fevereiro, em São Paulo, tema: LINGUAGEM CORPORAL. Saiba mais em 11 2368-9305 ou atendimento@sergiosavian.com.br

A gente sofre na mesma situação até ter a clareza de como sair dela

Você já viu um pássaro que teve a infelicidade de entrar em uma sala? É aflitivo vê-lo se debater, tentando encontrar uma saída. Por vezes ele fica tão apavorado que até se machuca. Mesmo que haja uma fresta de janela aberta que poderia lhe dar a liberdade, o pássaro fica tão estabanado que não vê a possibilidade. Com a gente é muito parecido. Vivemos nos debatendo com as situações como se elas fossem a única opção e sofremos com isso, até percebermos que há sim uma fresta, um outro jeito de ver as coisas. Para isso é preciso abrir mão do que não serve e ficar receptivo para o melhor.
A maior parte das pessoas que conheço acredita não ter muita opção. Acha que a vida é determinada pela economia, pelo governo, pela família, pela sociedade ou pelo destino.Destino ou livre arbítrio? Pense: o que faz com que alguns poucos consigam estar bem, mesmo no meio de todo o vendaval? É bem provável que eles tenham encontrado uma forma criativa e consciente para enfrentar o momento. Com coragem e fé adaptaram-se à nova fase, aprenderam a andar na contramão das intempéries, e levam a vida de forma diferenciada.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do GET ENERGY em Joanópolis, um programa de autoconhecimento junto À natureza. Saiba mais: 11 2368-9305/atendimento@sergiosavian.com.br

Escravo da opinião alheia você se paralisa

A questão não é dizer dane-se (pra não usar outro verbo) para os outros, mas dizer dane-se para a opinião que os outros têm sobre você. Enquanto sua vida for pautada por aquilo que pensam de você, por aquilo que os outros acham que você deve fazer, estará desperdiçando muita energia em um caminho que não o levará ao melhor de si. A sua trajetória é única e quem deve apontá-la é sua própria consciência. Você pode até escutar o que o outro tem para dizer, mas precisa colocar um filtro para saber o que serve ou não. Se você quer sempre agradar, se faz muita média, fica refém da referência dos outros. Escravo da opinião alheia você se paralisa. Todas as pessoas bem sucedidas resolveram esta questão, que é básica. Por isso, se deseja dar certo na vida, pergunte a si mesmo o que deve fazer, qual o caminho a seguir. E assuma o risco, comprometendo-se com o que realmente quer ou não quer, independentemente do que estão lhe dizendo.
Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do curso “Linguagem corporal” no dia 24 de fevereiro. Mais informações no 11 2368-9305 ou no atendimento@sergiosavian.com.br

A arte de se relacionar respeitando sua individualidade

Estar só e se relacionar com as pessoas são dois lados da vida que podem ser muito bons. E não há uma contradição nisso. Quando você estiver com as pessoas, faça-o da melhor maneira possível. Esteja inteiro nas relações. Isso exige muita consciência. Mas é bom que perceba quando está saturado das companhias. Você começa a ficar irritado, sem paciência com os outros. Esta é uma boa hora para você se afastar. Não precisa brigar, não precisa ser grosseiro, apenas diga que precisa ficar só. Faça isso. Fique com você mesmo. Vá fundo nisso. Medite. E quando sentir que está pleno de si, já pode voltar para o convívio com os seus. Você vai perceber que assim sua vida fica mais leve e as relações, mais prazerosas.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do GET ENERGY em Joanópolis, com o tema “A arte do relacionamento”. Saiba mais ligando para 11 2368-9305 ou escrevendo para atendimento@sergiosavian.com.br

Conecte com o que há de mais precioso na vida

Tenha sempre a natureza com cúmplice. A natureza é mãe e mestra.Conectando-se a ela se cura, se protege e aprende.
De manhã, olhe para o céu. Deixe que o azul penetre nos seus olhos e invada sua alma. Perceba a grandiosidade do que está vendo. Aprenda sem palavras. Se houver nuvens no céu, perceba como elas se movem. Elas não têm pressa e seguem seu caminho natural. E só o fato de observar o movimento delas basta para que aprenda a não ser ansioso.
Se tiver a oportunidade de sentar-se à beira de um rio, escute o que ele está dizendo. Respire profundamente e deixe-se entrar numa espécie de transe. Deixe-se embalar pelo som das águas, que nunca para. Deixe que seus pensamentos se diluam no silêncio. Faça uma higiene mental.
Enfie-se no meio do mato. Faça uma trilha. Fique íntimo dos sons, dos cheiros. Abrace uma árvore. Sinta-se bicho. Solte os sons.
Faça isso e veja o que mudou em você. Perceba o quanto se sente mais conectado com o que há de mais precioso na vida: sua própria natureza.
Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do programa GET ENERGY em Joanópolis. Saiba mais escrevendo para atendimento@sergiosavian.com.br ou ligando para 11 2368-9305

Por que temos tanto medo de nos envolver?

Os relacionamentos estão cada vez mais superficiais. Estamos perdendo o contato com as raízes, com a natureza. A comunicação virtual substitui a conversação real. Mas, ao mesmo tempo, não cessa dentro de nós o sentimento generalizado de que está faltando algo – a intimidade.

O sexo está muito fácil mas não nos leva ao aconchego que desejamos. Para estabelecermos vínculos é preciso expor nossos sentimentos mais profundos, confiando que a outra pessoa vai nos respeitar.
A intimidade pede que você se arrisque, que se revele e esteja pronto para que o outro faça o mesmo. Isso significa que é preciso ter coragem para sair da superficialidade e se entregar.
Vamos ao cinema e choramos com a coragem dos personagens, nos emocionamos quando o amor acontece. Tem gente que está viciada em seriados, projetando nas telas tudo o que não consegue fazer na real.
Eu o(a) convido a enfrentar seus medos e vencê-los, abrindo o caminho para relações verdadeiras, com mais abertura e confiança.

Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do GET ENERGY em Joanópolis, um programa de convivência e autoconhecimento junto à natureza. Peça-me mais informações ou escreva para atendimento@sergiosavian.com.br.

Voltando a ser natural

Quando conversamos com uma pessoa podemos perceber claramente se ela veio do interior, ou de alguma cidade pequena, ou se sempre viveu numa metrópole. Quem nasceu e se criou mais perto da natureza costuma ter muito mais espontaneidade para se relacionar. É mais natural. Já quem sempre viveu na metrópole tende a ser mais fechado, mais desconfiado. Por que isso?
O convívio com a natureza nos faz estar mais perto de nossa própria natureza interior, nossa espontaneidade. Uma pessoa mais espontânea é sempre mais jovial.
Existem alguns caminhos que podem nos ajudar a chegar mais perto da nossa naturalidade. Um deles é o contato com a natureza propriamente dita. Por isso, sempre que puder, vá à praia ou ao campo. Fique descalço, enfie-se na mata, faça trilhas. O ar puro, a água do rio ou do mar, o sol, a terra, o som dos animais, a comida natural, diretamente da fonte, tudo isso lhe devolve um pouco da natureza que você não encontra mais na cidade.
Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Participe de nossos programas GET ENERGY em Joanópolis (próximo no dia 9 de março). Para mais informações fale comigo pelo messenger ou escreva para atendimento@sergiosavian.com.br

A dificuldade em estabelecer vínculo afetivo

Perguntas e respostas (entrevista com Sergio Savian para o Portal UOL)
A dificuldade em estabelecer vínculo afetivo pode ser considerada uma doença?
Podemos dizer que as pessoas que não estabelecem vínculos afetivos têm uma dificuldade originada na formação de sua personalidade. Elas possuem mecanismos para se defender do envolvimento que lhes parece muito ameaçador. Em algum momentos de suas vidas deixaram de confiar nos outros.

Quais características denunciam o problema?
São pessoas que se isolam, não têm paciência para conviver com as diferenças, muitas vezes têm vida sexual ativa, sem aprofundar-se nas relações. Falta-lhes paciência, tolerância ou mesmo humildade para conviver com intimidade.

O que leva uma pessoa a desenvolver isso? Medo de sofrer, de ceder, de ter que dividir o espaço, os momentos?
Estas pessoas estão fixadas em uma posição narcisista, e isto significa que vivem na ilusão de se bastar, de não precisar dos outros. Muitas vezes são hipersensíveis e têm medo de se machucar. Noutras, falta sensibilidade para a convivência íntima.

Uma pessoa que evita relacionar-se amorosamente pode ter problema em lidar com suas próprias emoções? Isso pode acontecer devido algum trauma como separação, traição?
Os relacionamentos na vida adulta somente vem a confirmar as questões bem ou mal resolvidas que tivemos na vida infantil. Nossos relacionamentos costumam acontecer como extensão das relações que tivemos com a família original. Uma criança que recebe amor, introjeta este sentimento, e na vida adulta, sente que tem muito a oferecer. Na relação com nossos familiares adquirimos hábitos comportamentais mais ou menos saudáveis. Ao analisarmos a história de alguém que não consegue se vincular afetivamente, encontraremos motivos que o fizeram se retrair.

Pessoas que não querem ter este tipo de vínculo tendem a se isolar, evitar qualquer contato (beijo, abraço, sexo), ou podem apenas apostar em relações casuais, que não estabelecem algum tipo de afeto?
É isso mesmo. Existem duas formas de estar sozinho. Uma delas é evitar totalmente o contato, outra é ficar com muita gente, descartando as pessoas antes mesmo de aprofundar a relação.

Podemos dizer que quem enfrenta este tipo de dificuldade nunca se apaixona? Ou pode se apaixonar, porém vai encontrar maneiras para fugir da relação?
Muitos nem chegam a se apaixonar, tamanha a defesa; outros, apaixonam-se com bastante facilidade, mas não conseguem ir adiante com a relação. Acionam mecanismos de defesa para escapar da intimidade. Inventam desculpas, racionalizam, acusam os outros, ficam chatas e assim por diante.

Isso pode ter origem devido à criação recebida em família?
Na primeira infância, até os 4 ou 6 meses de idade, não temos condições de enxergar a mãe como um ser completo, com suas qualidades e defeitos. Temos a fantasia de que ela possui tudo o que precisamos. Com o passar do tempo, nos damos conta que a mesma mãe que nos alimenta e nos cuida, também nos falta. Devido à imensa dependência e vulnerabilidade, desenvolvemos uma ansiedade paranóica, fantasiando a perda da mãe. A partir do segundo semestre de vida já temos a percepção de que a mãe não é perfeita e passamos a aceitá-la da forma que ela é. Pessoas que não conseguem se vincular são perfeccionistas, estão fixadas em uma posição infantil. Não entendem que ninguém é perfeito, nem mesmo os relacionamentos o são.

A timidez pode levar a isso? Qual a diferença entre timidez e dificuldade em estabelecer vínculo?
A timidez, a dificuldade de se comunicar, de se expressar, o excesso de preocupação consigo mesmo, a incapacidade de ver o outro do jeito que ele é, tudo isso pode levar ao isolamento, mas não é só isso. Existem pessoas bem articuladas que também não se vinculam. Estas têm outros motivos. Por exemplo, não conseguem juntar numa só pessoa as características que procura. Buscam por um ideal que não existe.

É possível tratar o problema? De que forma?
Sim. Por meio de uma boa análise, compreendendo a própria história e os fatores que o levaram a se defender tanto do amor, é possível mudar este padrão. É possível experimentar as relações de outra forma, diferente daquela que aprendeu em sua formação.

Qual é o maior desafio para enfrentar o problema: desenvolver confiança, lidar com as emoções, aprender a conviver com outro?
Tudo isso junto: confiança e entrega são fundamentais. Conviver e resolver com os conflitos, uma boa dose de generosidade, e principalmente o autoconhecimento, tudo isso conta.

Existem muitos casos diagnosticados? É um problema atual, das novas gerações?
Boa parte das pessoas que me procuram apresentam este problema. Os tempos atuais nos proporcionam muitas possibilidades de fuga, como é o caso do vício em internet, drogas, álcool, trabalho e outras compulsões que nos ocupam e nos desviam do contato com a realidade. Tudo isso nos afasta da intimidade com a gente mesmo e com os outros.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos (agende uma consulta presencial ou à distância; participe do Seminário sobre o amor)